sexta-feira, 31 de maio de 2013

Kit para exame completo de DNA por US$99


23andMe é uma empresa de genômica pessoal e biotecnologia  estado unidense que permite exames genéticos com rapidez para o cidadão comum.  A empresa te permite gerenciar melhor sua saúde e bem-estar, além de entender informações interessantes sobre você e seus ancestrais.

Basta comprar o kit, que será entregue em domicílio, no site da empresa por US$99, coletar a saliva, fazer o cadastro do seu kit no site e enviar a amostra de volta para a empresa. Após aproximadamente  8 semanas o relatório com os resultados serão postados no seu perfil no site. Esse relatório conterá informações de probabilidade genética, de propensão a doenças, informações sobre seu corpo, seus ancestrais e possíveis informações sobre seus filhos.

- Probabilidade genética: Mostra, por exemplo, que você tem  maior probabilidade de ter cabelo castanho e olhos azuis.

-Propensão a doenças: Compara o risco de desenvolver mais de 240 doenças, como diabetes, Alzheimer, Parkinson, aneurisma cerebral, vitiligo, quelóide, câncer, e alertando para as que você tem mais propensão genética de desenvolver. Além disso, dá informações gerais sobre a doença e recomendações de como se prevenir com mudanças de hábitos alimentares e de rotina.

- Informações sobre seu corpo: Mostra sua reação à medicamentos,  propensão à calvice, resistência à malária, se fica vermelho ao beber álcool, se é geneticamente intolerante a lactose, se consegue perceber certos tipos de sabores amargos e muito mais.

- Informações sobre seus ancestrais: Pode te dar informações desde o que você herdou de seus pais até a sua raça e a porcentagem dela (por  exemplo: 65,5% Europeu; 24,2% Africano sub-Saariano).

-Informações sobre seus filhos: Combinando os resultados de duas pessoas é possível calcular a probabilidade da criança ter olhos azuis, cabelo castanho, de ficar vermelho ao beber álcool, de ser geneticamente intolerante a lactose, de conseguir perceber certos tipos de sabores amargos, entre outras coisas.

Muitas pessoas já adquiriram seu kit e compartilham essa experiência, leia mais.

Descomplicando o Vestibular; Cinética Química - Parte II

Retomando a postagem passada de Cinética química, nós do descomplicando o vestibular trazemos a parte II desta aula.

Efeito da concentração de um reagente na velocidade de uma reação:

Modificando a concentração dos reagentes somos capazes de mudar o comportamento da reação química, deixando-a mais rápida ou mais lenta. Isso é comprovado através da Lei da Velocidade.
Como já foi discutido antes, a uma determinada temperatura, a velocidade da reação depende da concentração de reagentes. Observando qualquer reação química, percebemos que à medida que os reagentes são consumidos, a velocidade da reação começa a diminuir, a partir disto chegaram à conclusão de que velocidade de uma reação e concentração dos reagentes, elevado a alguma potência, são diretamente proporcionais. Isso significa que para uma reação: 
                                                                                                       A à B



[    ] à concentração molar ou molaridade;

X à chamado de ordem de reação;
 x = 0 à Reação de Ordem Zero (temos que a velocidade é constante e não depende da concentração de reagentes.).
x = 1 à Reação de primeira ordem.
x = 2 à Reação de segunda ordem e etc.
Lembrando que o valor de x só pode ser determinado experimentalmente.


Reação mais complexa:
                                                                                            a.A + b. B à produtos
                                                                                  

x = ordem de reação em relação a A;
y= Ordem de reação em relação a B;
(x+y) = ordem global de reação.

A proporcionalidade pode ser convertida em igualdade introduzindo a constante K- constante de velocidade. A equação resultante disto, é chamada de lei de velocidades. Segue abaixo:


Exercícios complementares:

(FUVEST) Em solução aquosa ocorre a transformação:
                                                      H2O2 + 2 I−  + 2 H+ → 2 H2O + I2
                                                                (Reagentes)         (produtos)
Em quatro experimentos, mediu-se o tempo decorrido para a formação de mesma concentração de I2, tendo-se na mistura de reação as seguintes transformações iniciais dos reagentes: 
Esses dados indicam que a velocidade da reação considerada depende de apenas da concentração de:
A) H2O2 e I−      B) H2O2 e H+    C) H2O2.   D) H+    E) I−




resposta correta: A  



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Brasileiros criam o 1º monitor cardíaco portátil do mundo

Pesquisadores brasileiros criaram o primeiro monitor cardíaco portátil do mundo, o Nexcor. O aparelho detecta problemas no coração do usuário e transmite os dados para uma central de atendimento ou hospital através da rede de celular.

O objetivo é reduzir o grande número de mortes por infartos que não são percebidos nos primeiros instantes por não apresentarem sintomas. “O Brasil possui cerca de 1.200.000 pessoas com problemas cardíacos e a identificação precoce destas doenças poderá evitar milhares de mortes todos os anos”, afirma Antônio André, presidente da Corcam, desenvolvedora da tecnologia.

“A probabilidade de ocorrências de cardiopatias cresce devido à má qualidade da alimentação, obesidade, sedentarismo, estresse e o fumo. O Nexcor ajuda na identificação precoce, pode salvar vidas e economizar milhões de reais em despesas médicas e hospitalares”, afirma André.

O desenvolvimento levou cinco anos e envolveu 40 profissionais, entre médicos engenheiros e pesquisadores. “O Nexcor é um aparelho único em seu gênero com funcionalidades integradas e o primeiro totalmente autônomo, ou seja, que não depende de nenhuma ação do usuário”, diz André. 

O aparelho tem o tamanho de um celular e pode ser usado até mesmo no bolso do paciente. O monitoramento deve ser contínuo. Isso porque o Nexcor acompanha os batimentos do coração em tempo real.

O Nexcor será alugado sob prescrição médica e poderá ser encontrado em hospitais, clínicas especializadas e laboratórios ainda neste semestre. O valor da locação será de aproximadamente 600 reais por semana.

Para saber mais, clique aqui. 






terça-feira, 28 de maio de 2013

Entrevista: Caio Pontes Godoi

Caio Pontes Godoi, 23 anos, formou-se em junho de 2012 no curso de Engenharia Biotecnológica pela UNESP Assis, em que participou da Biotec Júnior por três anos e, depois, foi estagiar na P&G, com sede no Panamá, onde foi contratado e trabalha atualmente. Vamos conferir um pouco sobre sua trajetória:


Caio Godoi


Descomplicando: Fale um pouco sobre a sua formação. Por que você se interessou em se matricular no curso de biotecnologia?

Caio: Bom, eu sempre gostei muito de exatas. Pra ser sincero, biologia não era o meu forte. Por outro lado, sempre fiquei fascinado em filmes e seriados de ficção científica. Ainda na escola, eu soube do curso de biotecnologia que recém havia sido criado na UNESP e fiquei curioso sobre o que seria. No segundo colegial, comecei a ler mais sobre biotecnologia e como o curso integrava conhecimentos de biologia e exatas. Isso para mim foi a chave na hora de optar pelo curso. O que também ajudou muito é que, no segundo colegial, eu mesmo fui assistir uma aula do curso na UNESP Assis e conversei com alguns alunos. Com isso, decidi prestar e, se eu passasse, entraria pra ver se eu gostava. Entrei, gostei bastante e hoje estou formado!

D.: Você fez as matérias da grade de engenharia durante a graduação?

C.: Quando entrei, o curso ainda era biotecnologia. Eu, inclusive, participei de reuniões e da "luta" pela engenharia com o Felipe Delestro (Curió) e alguns outros alunos. Sempre achei importante essa transição do curso, especialmente pelas oportunidades que nos seriam abertas em empresas e indústrias. Fiz a engenharia através do currículo especial e sou muito contente com todo o trabalho que o departamento de ciências biológicas fez em conseguir nos incluir nessa, apesar de algumas dificuldades que todo curso novo enfrenta.

D.: As suas expectativas ao fazer o currículo especial da engenharia foram correspondidas?

C.: Acho que a resposta dessa pergunta depende um pouco da expectativa que se tem. Minha maior expectativa era sair formado com o título de engenheiro. Pensando nisso, sim, atendi às minhas expectativas. Eu, assim como muitos dos meus colegas, sabia que não seria perfeito (ideal). Éramos os primeiros cursando as novas matérias. Em muitas delas necessitávamos de mais estrutura, como laboratórios e visitas técnicas a indústrias e, em outras, para ser sincero, professores mais capacitados (muitos eram substitutos e não dominavam tão bem o conteúdo). Acredito que a engenharia funciona e que tivemos falhas por conta de tudo ser muito novo. Acredito que as novas gerações de alunos já enfrentam menos problemas e que será assim, sempre melhorando.

D.: Quando você se interessou em fazer parte da Biotec Júnior e qual foi sua trajetória como colaborador?

C.: Interessei-me desde o primeiro momento em que escutei falar dela! (Risos)

Lembro-me bem! Passaram na nossa sala avisando que haveria um processo seletivo. Eu ainda estava no primeiro ano e não pensei duas vezes em participar. Acreditava e, hoje, acho ainda mais que essa abordagem (empresa júnior) é essencial na formação acadêmica. O que eu aprendi está muito além do que se aprende em uma sala de aula. Mais até do que colocar o conhecimento em prática, eu aprendi a lidar e liderar pessoas, organizar eventos, ser organizado e responsável não só por mim, mas pelos outros.

Na empresa, comecei como vice-diretor de comunicação e marketing. No final da primeira gestão, justamente pelas questões de evolução do curso para engenharia, enfrentamos uma crise na empresa. Ela tinha sido recém formada e não éramos ainda muito organizados. Por esse contexto de "engenharia/não engenharia", a presidente em questão renunciou e ficamos um pouco perdidos no começo, afinal éramos novos. Decidimos que daríamos um jeito e tocaríamos a empresa pra frente. Juntamo-nos, como se fosse uma "task force" e conseguimos, mesmo no meio dessa confusão, organizar o primeiro encontro de empreendedorismo em biotecnologia. Ficamos muito felizes pelo sucesso que teve o evento!

No final do mesmo ano, me candidatei à presidência com o Curió de vice. Meu ano de presidência na empresa, acredito que tenha sido bom. Focamo-nos muito na parte organizacional. Criamos a estrutura da empresa com diretorias, departamentos, tipos específicos de reuniões, organizamos o estatuto, legalizamos a empresa, ou seja, demos cara de empresa à nossa organizações júnior.

No fim da gestão, cada departamento já tinha sua autonomia. De verdade, que fiquei muito orgulhoso com tudo que conseguimos fazer em um ano!

Depois, fui para o conselho gestor. Nesse ano, infelizmente, já não pude contribuir tanto com a empresa, porque estava em iniciação científica.

D.: Você participou de mais alguma atividade de extensão no campus?

C.: Ah, sim! Eu sempre fui o tipo de estudante que abraça o mundo! (Risos)

Estive na Biotec Júnior por três anos, estive no LAMEM também por três anos, incluindo iniciação científica FAPESP e também dei aula de física no cursinho da UNESP por três anos. Muitas vezes, essas três atividades aconteceram ao mesmo tempo. Era um pouco de “Deus nos acuda”, mas valeu à pena!

D.: Qual foi o seu primeiro emprego? Fazia o que almejava antes de se formar?

C.: Então, meu primeiro emprego foi ainda enquanto estava na graduação. Dava aula de física no colégio dos professores em Assis e de inglês na Fisk. Sempre gostei de ser professor! Acho que ainda hoje tenho o instinto de explicar demais as coisas! (Risos)

Acho que a universidade me propiciou ter oportunidades em todas as áreas que eu pensava em atuar: professor, pesquisador e empresário.

D.: Onde você trabalha hoje? O que faz? É uma profissão que você pretendeu seguir em algum momento na graduação?

C.: Fora da UNESP, já tinha tido experiência como professor e decidi que queria uma experiência em uma empresa "sênior". Foi quando soube do processo seletivo da P&G e apliquei. Consegui estágio por cinco meses aqui no Panamá ano passado. No estágio, consegui ser recomendado para contratação e aqui estou! Se você me perguntar se eu pensava que estaria trabalhando com o que trabalho hoje, eu responderia não. Mas acho que não estaria tão contente como estou se estivesse em outra profissão.

Hoje trabalho na P&G aqui do Panamá. É a sede regional da empresa na América Latina. Trabalho numa área que se chama CMK (consumer & market knowledge), que é mais ou menos inteligência de mercado. Trabalho com a marca Pampers. Não trabalho com biotecnologia, mas posso dizer que a Biotec Júnior me ajudou em uns 80% nessa decisão. Muitas das coisas que aprendi com a Biotec Júnior, eu aplico aqui. Conhecer a estrutura e como é trabalhar em empresa foi essencial para minha escolha.

D.: Há muita oportunidade para um engenheiro biotecnológico de se trabalhar no exterior?

C.: Poxa, muita! Só esse semestre, há três estagiários aqui na empresa que estudam biotecnologia: uma chilena, um mexicano e outra.

Acho que a oportunidade está aí sim! Vejo a P&G, por exemplo, sempre de portas abertas a novos talentos. Acredito que, com muitos alunos trabalhando e fazendo estágio fora, também ajudam a divulgar o curso e possibilitar mais oportunidades para outros.

D.: Você fez algum curso de especialização?

C.: Não, nenhum. Acho que isso depende muito do tipo de profissão que se vai seguir depois da faculdade. A P&G, por exemplo, é uma empresa que gosta de "formar" seus funcionários. Dentro da empresa, fiz diversos cursos, mas não os chamaria de especialização. Sai da faculdade e fui direto para a empresa.

D.: Muito obrigada pela excelente entrevista, Caio! Parabéns pelas conquistas e nós da Biotec Júnior desejamos muito sucesso a você! 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Parasita resistente à droga antimalária é identificado no Cambodja

O novo tipo de parasita é imune ao tratamento por artemisinina, uma das principais drogas antimalária, e também é geneticamente diferente dos outros tipos encontrados no mundo.

"A habilidade notável deste parasita em sofrer mutações e em se tornar resistente fez com que todas as mais eficazes drogas que nós obtivemos nas últimas décadas se tonassem inúteis", afirmou Olivo Miotto, principal autor da pesquisa sobre o parasita publicada na Nature Genetics.

Não se sabe ao certo o motivo, porém desde os anos 50, os parasitas da região ocidental do Cambodja apresentam resistência às drogas antimalária. 

Foram estabelecidas as sequências de genoma de 800 espécies de parasitas coletados ao redor do mundo e, quando comparados aos outros, os parasitas do Cambodja confirmaram ser diferentes de todos os outros já encontrados.

Os cientistas afirmam que seria mais fácil identificar e rastrear esses novos tipos se os seus traços genéticos fossem conhecidos, pois ainda não se sabe quais mutações genéticas o parasita sofreu para se tornar imune ao tratamento de artemisinina. 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2010 houve cerca de 219 milhões casos de malária com 660 mil mortes ligadas à doença, sendo a África o continente mais afetado, com 90% das mortes causadas pela doença.

Mais irformações: BBC Brasil

domingo, 26 de maio de 2013

Novo passo na construção de tecidos artificiais.


As células dos tecidos no corpo humano formam arquiteturas específicas que são críticas para a função de cada tecido. Para formar tecidos artificiais, portanto, é preciso ajudar as células cultivadas in vitro a se lembrarem de suas posições.

A forma tradicional de se produzir os tecidos tem sido inserir células em matrizes de sustentação, os chamados “andaimes de suporte”, porem esta técnica demonstrou ter resultados variados e ainda não definitivos.

O estudante George Eng, da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, acaba de surpreender os pesquisadores da área, saindo totalmente desse paradigma tradicional dos andaimes.

Eng criou uma técnica de montagem de "microambientes celulares" que permite a criação de tecidos de forma parecida com que uma criança monta seu brinquedo usando blocos plásticos.

Cada bloco pode ser fabricado com o formato e a composição celular desejadas, sendo depois montados para formar o tecido completo.

O próximo passo da pesquisa é desenvolver circuitos vasculares funcionais entre os diversos blocos, de forma a prover alimento para todas as células no interior dos tecidos artificiais.

Leia mais aqui.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Vitamina D pode ajudar no tratamento da asma, diz estudo


Luz solar | Foto: BBC

Pessoas que tem asma apresentam dificuldades respiratórias, quando suas vias aéreas ficam inchadas, inflamadas e contraídas. O tempo que pacientes que sofrem de asma ficam expostos ao sol, pode ter impacto sobre a doença, indica os estudos dos cientistas da King's College, em Londres. 



A vitamina D é fabricada pelo organismo durante a exposição ao sol. A pesquisa mostra que uma baixa desta vitamina, piora os sintomas da doença. Um dos resultados apresentados é que o contato coma  luz do sol "acalma" uma parte do sistema imunológico que é estimulada pela asma. 

"Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção", disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz. 

A equipe de cientistas realiza testes clínicos para verificar se a administração da Vitamina D realmente ajuda os pacientes a lidar com a doença. O foco destes estudos são pacientes que não respondem bem aos esteroides, medicamento administrado atualmente para o tratamento. "Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção", disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz.

"(...) sabemos que muitas pessoas com asma se preocupam com os efeitos adversos dessas drogas, então se a vitamina D reduzir a quantidade de remédios necessária, isto teria um impacto enorme na qualidade de vida desses pacientes", afirmou Malayka Rahman, da organização de caridade britânica voltada para o tratamento e esclarecimento sobre asma, a Asma UK.

Para saber mais, BBC

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Anvisa propõe regras para a medicina chinesa

Durante três anos, os remédios da medicina tradicional chinesa serão avaliados em relação às prescrições feitas no país, às substâncias utilizadas, aos efeitos terapêuticos e às reações adversas. Ao final desse prazo, a conclusão pode ser registrá-los oficialmente, impor determinadas condições para seu uso.

Hoje, os compostos usados em tratamentos de medicina chinesa, que podem misturar substâncias de origem animal, vegetal e mineral, não têm registro no país porque não se enquadram em nenhuma categoria prevista: não são medicamentos, fitoterápicos ou alimentos.


"Vamos poder conhecer um mercado que existe e, muitas vezes, fica obscuro porque a vigilância sanitária nega sua existência", afirma Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência.

Paralelamente, a Anvisa pretende trocar informações com a vigilância sanitária chinesa, que tem um setor que trata da medicina tradicional.

Fonte: Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
Acompanhe e leia mais sobre clicando aqui.




terça-feira, 21 de maio de 2013

Curiosidades: os benefícios do arroz

Alimento muito presente na dieta dos brasileiros, o arroz é fonte de carboidratos, proteínas, vitaminas, sais minerais e fibras e, por ser tão comum, muitas vezes não nos damos conta do que ele oferece e acabamos consumindo por costume ou praticidade. Desde um melhor controle do peso à prevenção de doenças como o câncer, é possível observar os benefícios dos vários tipos desse grão na nossa dieta.


Apesar de ser o mais consumido, o arroz branco é o que traz menos benefícios, dentre os demais, principalmente pela retirada da sua casca durante o seu refinamento. Ainda assim, é uma importante fonte de carboidratos e o mais fácil de ser digerido pelo corpo. Já o arroz integral, durante seu preparo, não passa pelo processo normal de refinamento, permanecendo a camada externa do grão, que é onde se encontram a maioria das fibras. Estas ajudam a diminuir o valor calórico do alimento, além de colaborar com o funcionamento do intestino. Ele também possui mais vitaminas e magnésio e é fonte de potássio, que reduz os riscos de infarto e câncer.


Cada vez mais fácil de ser encontrado, o arroz vermelho traz grande ajuda ao coração, por favorecer a circulação sanguínea e reduzir o nível de colesterol (LDL). Isso devido à presença de monocolina, tipo de proteína que compõe as fibras elásticas. Apresenta mais ferro e zinco que o arroz tradicional, ainda prevenindo infartos e derrames cerebrais.


Um tipo pouco comum no Brasil é o arroz preto, que pode ser um grande aliado na perda de peso. Isso por causa de sua maior quantidade de fibras, até em relação ao arroz integral: o organismo se desgasta mais ao ter que processar mais fibras, aumentando a queima calórica. Contém, ainda, elevado teor de ferro e é mais rico em antioxidantes do que o integral, ajudando no combate aos radicais livres e, dessa maneira, evitando o envelhecimento precoce e prevenindo problemas vasculares, câncer e doenças degenerativas.


Existem, também, várias pesquisas no mundo todo buscando suprir algumas deficiências do arroz e com o objetivo de torná-lo um alimento cada vez mais completo, como é o caso do “arroz dourado”. Criado através de técnicas de engenharia genética, é uma variedade rica em betacaroteno, substância que da origem à vitamina A. Sendo parte importante da alimentação de boa parcela da população mundial, a modificação do arroz, que já contem muitas qualidades, pode ajudar a prevenir cegueira e inclusive a morte por deficiência dessa vitamina no corpo humano.

sábado, 18 de maio de 2013

USP testa droga usada contra hipertensão para controlar sintomas de esquizofrenia


Uma nova droga contra a esquizofrenia se mostrou mais eficaz ante os tratamentos atuais, em pesquisa conjunta da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP, e da Universidade de Alberta, no Canadá.

Os testes com a substância, o nitroprussiato de sódio, resultaram em ação mais rápida, sem efeitos colaterais e maior controle dos sintomas do transtorno mental. Os resultados foram publicados on-line no periódico médico "JAMA Psychiatry" .

A esquizofrenia, segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), acomete 1% da população. Os principais sintomas são desorganizações psíquicas, como delírios e alucinações, mas também cognitivas --falta de atenção e redução no contato social, por exemplo.

De acordo com o professor da FMRP Jaime Hallak, que coordenou os estudos, os medicamentos usados atualmente contra a esquizofrenia mostram eficácia só em parte dos sintomas, como delírios e alucinações. Nos demais sintomas, chamados de "negativos", como os que atingem a cognição, os remédios atuais deixam a desejar. "Por isso, boa parte dos pacientes não consegue retomar a vida normal."

Com o uso do nitroprussiato de sódio, segundo Hallak, houve "melhora global e muito rápida". As pesquisas começaram em 2000, primeiro com animais, e evoluíram para testes com humanos nos últimos cinco anos.

DESCOBERTAS
As drogas atuais contra a esquizofrenia agem bloqueando um receptor cerebral da dopamina, um tipo de neurotransmissor --substância química que é produzida pelos neurônios.

Vários estudos, segundo ele, conseguiram identificar que, em pessoas com esquizofrenia, existe diminuição na função de um receptor cerebral chamado de NMDA (N-Metil D-Aspartato).

Uma das funções desse receptor no cérebro é produzir óxido nítrico. "Se você tem uma diminuição na função dele [NMDA], é lógico imaginar que há uma diminuição na produção de óxido nítrico", afirma o professor.

Estudos já vinham tentando, com o uso de diferentes drogas, melhorar a função do NMDA, mas sem eficácia.

O nitroprussiato produz o óxido nítrico, componente que dá mais "elasticidade" aos vasos sanguíneos. "Em vez de o receptor [NMDA] oferecer o óxido nítrico, nós fomos atrás de um medicamento que faz isso."

Leia mais aqui

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cientistas usam clonagem para criar célula-tronco embrionária humana pela 1ª vez


  Depois de mais de 15 anos de fracassos de cientistas de todo o mundo, biólogos finalmente criaram células-tronco humanas com a mesma técnica que produziu a ovelha clonada Dolly, em 1996. Os pesquisadores transplantaram material genético de uma célula adulta em um óvulo, cujo próprio DNA havia sido removido.

  Do experimento resultaram células-tronco embrionárias humanas, as células aparentemente mágicas que são capazes de se transformar em qualquer uma dos mais de 200 tipos de células do ser humano.
  O procedimento, informou nesta quarta-feira (15) a revista Cell, abre uma nova frente para a medicina com células-tronco, que tem sido prejudicada por desafios técnicos, bem como questões éticas.

  Até agora, as fontes mais naturais de células-tronco humanas eram embriões humanos, cuja utilização em pesquisa cria dilemas éticos. A técnica divulgada nesta quarta-feira por cientistas da Oregon Health & Science University e do Oregon National Primate Research Center, usa óvulos humanos não fertilizados. 

  Eliminar a necessidade de embriões humanos pode aumentar as tentativas de utilização de células-tronco e suas descendentes para substituir células danificadas ou destruídas por problemas cardíacos, Mal de Parkinson, esclerose múltipla, lesões na medula e outras doenças devastadoras.

Leia a notícia na íntegra aqui



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hormônio promissor para tratamento de diabetes

Células beta, responsáveis pela produção de insulina,
Na imagem, as células beta (
verde) e os núcleos das células(azul).
A partir da descoberta de um hormônio hepático por biólogos, uma equipe liderada por Douglas Melton, codiretor do Instituto de Células-Tronco de Harvard em Cambridge, Massachussets, identificou o hormônio betatrofina. Este hormônio acelera o crescimento de células secretoras de insulina no pâncreas.


A redução das células β pancreáticas ao longo da vida é a principal causa de diabetes do tipo 2, que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo. Com a injeção de betatrofina em ratos de oito semanas, aumentaram 17 vezes a replicação de células β pancreáticas.

O tratamento, segundo Douglas Melton, poderá ser por injeções de betatrofina uma vez por mês ou, talvez, uma vez por ano. Essa possível dosagem é capaz de produzir células β para fornecer o mesmo nível de regulação de açúcar no sangue que injeções diárias de insulina.

Esse tratamento evita complicações pois o organismo produz a sua insulina. Melton espera, também, que essa técnica seja possível para tratamento de diabetes do tipo 1.

Há ainda alguns testes a serem realizados como experimentos em ratos mais velhos e prestes a apresentar diabetes para avaliar a viabilidade desse tratamento em humanos de idade avançada. Além disso, a replicação de células β se mostrou difícil de ser controlada em humanos.

Para mais informsções, clique aqui

terça-feira, 14 de maio de 2013

Diário de um Engenheiro: Os alertas sobre o ciclamato de sódio

A toxicologia é uma ciência ampla e multidisciplinar voltada para o estudo das interações entre os agentes químicos e os organismos vivos visando o estabelecimento de doses seguras de determinados agentes, sejam esses fármacos, inseticidas, aditivos alimentares com o objetivo de aumentar o valor nutricional, tempo de vida, melhorar sabor e aroma, entre outros. É importante ressaltar que fora da dose recomendada qualquer um desses agentes pode causar alterações fisiológicas tornando-se tóxicos para o organismo, podendo gerar desde uma simples tontura até mesmo a morte.

Dentre as diversas maneiras com que os agentes químicos podem interagir com o organismo podemos citar a toxicidade ao DNA, esses agentes podem agir promovendo sua mutação e formação de tumores malignos. Desse modo, alguns aditivos alimentares acabam agindo como promotores do câncer, ou seja, eles são responsáveis por causar um dano na duplicação do DNA e promover a replicação desse dano.

Os aditivos podem ser classificados em diferentes classes de acordo com a sua finalidade podendo ser corantes, flavorizantes, aromatizantes, conservantes, espessantes ou edulcorantes. A classe dos edulcorantes não calóricos vem sofrendo um significativo aumento no seu consumo, pois está relacionada com questões de saúde, como é o caso da obesidade, e também com questões de estética.

De acordo com a ANVISA, os edulcorantes são substâncias diferentes dos açúcares, que também possuem sabor adoçante, sendo, em alguns casos, maior que o da própria sacarose. Dentre os edulcorantes pode-se citar o ciclamato de sódio, um edulcorante sintético com poder adoçante cerca de 40 vezes maior que a sacarose, sendo largamente utilizado na produção de adoçantes de mesa, bebidas dietéticas, sorvetes, gelatinas, entre outros.

Estudos revelaram que o ciclamato de sódio não é eliminado de forma invariável podendo ser biotransformado em ciclohexalamina, um agente promotor do câncer. A ciclohexalamina é uma intermediária facilmente metabolizada pelos rins. Entretanto, pessoas que possuem problemas renais, tais como, cálculo renal (pedra no rim) devem evitar o uso periódico do ciclamato, pois esse pode agravar o problema. Além do cálculo renal, pessoas que sofrem de hipertensão também devem usar o ciclamato de forma moderada, pois o sódio pode contribuir com o aumento da pressão arterial.

Por fim, vale ressaltar, que o efeito do ciclamato é potencializado quando administrado juntamente com a sacarina, sendo que essa interação pode levar ao desenvolvimento de câncer de bexiga.

Gabriela Tereza Chaboli Martins
Graduanda em Engenharia Biotecnológica


Referência Bibliográfica 

ARRUDA, J. G. F.; MARTINS, A. T.; AZOUBEL, R. Ciclamato de sódio e rim fetal. Rev. Bras. Saude Mater. Infant. 2003, vol.3, n.2, pp. 147-150. ISSN 1519-3829.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cientistas reprogramam células de urina para gerar neurônios

Células progenitoras neurais derivadas de urina humana
Os mesmos cientistas que identificaram células do rim na urina humana, que podem tornar-se células-tronco pluripotentes, conseguiram reprogramar células dessa urina em células cerebrais (progenitoras neurais), contribuindo para avanços em doenças degenerativas como o Alzheimer e Parkinson.

A publicação do periódico Nature Methods afirma que as células isoladas foram de três doadores, de 10, 22, e 37 anos, e reprogramadas para gerar as células progenitoras (NPCs). A importância dessas NPCs se dá pela possibilidade de se subdividir e dar origem a neurônios funcionais distintos in vitro, e tem a vantagem de poderem ser "expandidas" em laboratório antes de se dividirem em neurônios.

"Neurônios derivados dessas células podem ser úteis para pesquisas em males neurodegenerativos e para o teste de novos medicamentos", conclui um comunicado da Nature Methods, já que ainda não há medicamentos eficazes para combater diversas doenças neurológicas.

Como essas células podem ser colhidas de praticamente qualquer paciente, e por proliferarem em cultura, é possível criar mais rapidamente uma grande quantidade de células específicas para cada paciente, aumentando sua eficiência.

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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Proteína que reverte efeitos do envelhecimento no coração

"A forma mais comum de insuficiência cardíaca (nos idosos) é, na verdade, uma forma que não é causada por ataque cardíaco, mas está muito relacionada ao envelhecimento do coração", afirmou Amy Wagers. "Nesse estudo, conseguimos mostrar que uma proteína que circula no sangue está relacionada ao processo de envelhecimento, e se dermos essa proteína a ratos mais velhos, conseguimos reverter o envelhecimento do coração em um curto período", garantiu Richard T. Lee.

Esses dois depoimentos demonstram a importância da descoberta desses cientistas do Instituto de Células-Tronco de Harvard. Eles identificaram uma proteína presente no sangue de ratos e humanos que pode constituir o primeiro tratamento efetivo para uma das formas de insuficiência cardíaca relacionada à idade que mais afeta as pessoas. Quando a proteína, denominada GDF-11, foi injetada em ratos velhos - que desenvolvem paredes do coração mais espessas com o passar do tempo, assim como os humanos - os corações tiveram redução no tamanho e espessura, ficando semelhantes aos órgãos de animais mais jovens

Os pesquisadores estão agora trabalhando na transposição da GDF-11 para estudos clínicos - o que eles estimam que pode levar de quatro a cinco anos para começar - e tentam descobrir que outros tipos de tecido a proteína pode afetar.

Para mais informações, clique aqui.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cientistas criam 'pele inteligente' que sente pressão


Dispositivo semelhante a uma película.
Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos e da China criou um dispositivo semelhante a uma película que pode sentir a pressão da mesma forma que a ponta de um dedo e que pode acelerar o desenvolvimento de uma pele artificial mais parecida com a humana.

Os pesquisadores construíram uma série de 8 mil transístores usando feixes de nanofios de óxido de zinco. Cada um dos transístores pode, de forma independente, produzir um sinal eletrônico quando submetido à pressão mecânica. Os transístores sensíveis ao toque, chamados de taxels, têm uma sensibilidade comparável à da ponta de um dedo humano.

"Qualquer movimento, como o movimento dos braços ou dos dedos de um robô, pode ser traduzido para sinais de controle", afirmou Zhong Lin Wang, professor no Instituto de Tecnologia do Estado americano da Geórgia, a Georgia Tech.

"Isto pode tornar a película mais inteligente e mais parecida com a pele humana. Vai permitir que a película sinta a atividade em sua superfície", acrescentou.

"Esta é, fundamentalmente, uma nova tecnologia que nos permite controlar os dispositivos eletrônicos diretamente usando agitação mecânica", afirmou Wang. "Isto pode ser usado em uma grande variedade de áreas, incluindo robótica, interface entre humanos e computadores e outras áreas que envolvem deformação mecânica", acrescentou.

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Descomplicando o Vestibular: Cinética Química - Parte I


­­­Introdução:
Um dos conceitos que os vestibulares mais cobram hoje, de seus candidatos e futuros universitários, é que eles saibam como funciona a cinética química. Buscando ajudar nossos leitores pré-vestibulandos , começa mais um Descomplicando o Vestibular.



A cinética química estuda a velocidade das reações químicas e todos os possíveis fatores que podem acarretar influência sobre a mesma. No entanto, deve ser de conhecimento comum que existem vários tipos de velocidades de reações, sendo elas:
Explosão de TNT


*Reações Rápidas: Explosões(reação exotérmica instantânea – liberação muito rápida de calor)




*Reações Moderadas: Combustão de carvão




*Reação Lenta: Reações de maturação dos frutos.



Mas a final, qual seria o interesse de saber o que afeta a cinética química das reações? 
A resposta é bem clara, os engenheiros, por exemplo, necessitam saber se a reação ocorre rapidamente ou não, e quanto tempo gastará, para saber até que ponto deve-se acelerar todo o processo ou diminui-lo, para assim otimizar seu lucro e desperdício de material usado.


Nesse momento devemos definir bem do que se trata a velocidade de uma reação química, para que assim, possamos entender as diferentes maneiras que ela pode ser calculada.
Desta forma temos:


"Velocidade de uma reação nada mais é que a relação entre variação da quantidade de uma substância (reagente ou produto) e a variação de tempo."



Essa quantidade de substância pode ser trabalhada em Massa do sólido(g), Concentração(mol/L) e Volume(cm³).
Assim, temos:







No entanto, se for apresentado um gráfico para análise da velocidade da reação, as conclusões podem ser mais facilmente entendidas. Por exemplo, quanto maior a inclinação da curva, maior é a sua velocidade de reação. Porém, em determinado momento, a curva diminui sua  inclinação tendendo a se tornar horizontal, compreende-se que a reação tem sua velocidade diminuída. Mas, quando a linha fica na horizontal isso significa que a reação se finalizou.



segunda-feira, 6 de maio de 2013

UFSCar e Unesp criam material que elimina quatro vezes mais bactérias

Tungstato de prata foi sintetizado por novo processo
             (Foto: Elson Longo/Arquivo pessoal)
 Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram um material com grande capacidade de matar bactérias e fungos. A descoberta trará benefícios a diversas áreas, como saúde, meio ambiente e eletrônica.

 "Ele degrada substâncias orgânicas, pode ser usado para despoluir rios”, afirmou Elson Longo, coordenador da pesquisa e professor do Departamento de Química da UFSCar.

 Após quatro anos de estudos, os pesquisadores sintetizaram o tungstato de prata utilizando um novo processo que resultou em um composto com propriedades bactericida, fungicida, fotoluminescente e fotodegradante.

 O novo material, originário da prata, atua no metabolismo da bactéria e impede que ela se desenvolva. "Ele não mata e depois a bactéria volta, ele continua matando. É de terceira geração bactericida, é outro nível de matar de bactérias", explicou Longo.

 Segundo o coordenador do estudo, a pesquisa ainda pretende avaliar melhor as propriedades do material artificial, que passará a ser desenvolvido em escala semi-industrial para novos testes e, pela sua grande eficácia, pode se tornar comercial em poucos meses.

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