quarta-feira, 3 de abril de 2013

Estudo descarta vínculo entre vacinas infantis e autismo


Um estudo publicado nesta sexta-feira nos Estados Unidos descarta qualquer vínculo entre as vacinas múltiplas tomadas pelas crianças nos primeiros anos de vida e o desenvolvimento do autismo, uma preocupação compartilhada por um terço dos pais americanos. Apesar de as crianças atualmente serem mais imunizadas do que na década de 1990, não há qualquer relação entre dar a elas.
Aproximadamente um em cada 10 pais americanos se nega a vacinar seus filhos ou atrasa as doses porque acredita ser mais seguro do que seguir o cronograma divulgado pela agência federal dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC), segundo pesquisas anteriores.
Estudos prévios já tinham demonstrado a falta de vínculos entre as vacinas e o autismo, entre eles uma exaustiva revisão em 2004 do Instituto de Medicina.
Na ocasião, os especialistas do CDC decidiram investigar a exposição das crianças aos antígenos, substâncias contidas nas vacinas e que fazem com que o organismo produza anticorpos para combater doenças e infecções.
"Não encontramos evidência alguma que indique uma associação entre a exposição aos anticorpos que estimulam as proteínas e os polissacarídeos contidos nas vacinas nos primeiros anos de vida e o risco de desenvolver um transtorno do espectro autista ou transtorno do espectro autista com regressão", destacou o estudo.
O autismo afeta uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos e aproximadamente uma em cada 100 crianças na Grã-Bretanha. Este distúrbio cerebral não tem uma causa única conhecida, mas os especialistas acreditam que possa ser provocada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

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