domingo, 30 de setembro de 2012

Cientistas japoneses afirmam ter sintetizado elemento químico raro

De acordo com uma notícia publicada pelo LA Times, cientistas japoneses afirmam ter sintetizado o raro elemento químico 113 — conhecido pelo nome temporário de unúntrio — em laboratório. Caso a façanha seja confirmada, essa será a primeira vez que um grupo asiático consegue sintetizar um elemento da tabela periódica, podendo, inclusive, receber a honra de poder renomeá-lo.
O unúntrio — do latim ununtrium ou “um-um-três” — é um elemento extremamente instável e raro que não pode ser encontrado na natureza, podendo ser obtido apenas em laboratório. Segundo os pesquisadores, a equipe conseguiu finalmente sintetizar esse elemento depois de nove anos de tentativas.

Façanha Asiática

Os cientistas conseguiram a fórmula para sintetizar o elemento 113 depois de colidir zinco, que possui 30 prótons, com bismuto, que por sua vez possui 83 — o que resultou em um átomo com 113 prótons em seu núcleo, embora o elemento tenha se desintegrado rapidamente.
Entretanto, observar o comportamento do unúntrio pode ajudar a entender suas características químicas, e os pesquisadores esperam poder sintetizar outros elementos no futuro, como o 119, por exemplo.

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sábado, 29 de setembro de 2012

DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas


O DNA contém o código genético para todos os tipos de moléculas biológicas.
Agora, pesquisadores descobriram que o código contido nas moléculas de DNA também pode controlar a forma final de nanoestruturas inteiramente metálicas.
Os segmentos de DNA foram usados para dirigir o processo de formação de nanopartículas de ouro, dando-lhes os mais diversos formatos.
As propriedades físico-químicas das nanopartículas são largamente determinadas pelo seu formato e pelo seu tamanho. Assim, produzir nanopartículas com formatos e tamanhos precisos é essencial para suas aplicações práticas.
As nanopartículas de ouro são largamente usadas nas pesquisas em medicina, para levar medicamentos diretamente a partes específicas do corpo, assim como em biologia e na composição de novos materiais.
O alfabeto do DNA contém quatro letras A, T, G e C, as iniciais de adenina, timina, guanina e citosina. As "palavras" são formadas segundo uma regra simples: A sempre se liga a T e C sempre se liga a G.
Mas, no caso dessa "genética metálica", as quatro bases e suas combinações podem se ligar de formas diferentes às faces das "sementes" de ouro - os aglomerados iniciais que darão origem às nanopartículas.
DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas
A equipe criou um roteiro básico que mostra o papel de cada base na geração de cada formato. [Imagem: Wang et al./Angewandte]
Ao se ligar aos aglomerados iniciais de ouro, as moléculas de DNA dirigem o crescimento dessas sementes, fazendo com que elas resultem em formatos diferentes.
Os experimentos mostraram que as fitas de DNA com sequências de "A" produzem nanopartículas redondas e rugosas. As sequências de "T" formam estrelas. As sequências de "C" geram discos planos. E, finalmente, as sequências de "G" formam hexágonos.
O objetivo dos pesquisadores é mais amplo: estabelecer diferentes sequências de DNA que venham a constituir "códigos genéticos" para sintetizar partículas metálicas, de forma similar à que o DNA desempenha na síntese das proteínas.
Neste estudo inicial, o grupo testou o uso de fitas de DNA com combinações de duas bases - por exemplo, 10 "T" e 20 "A".
A regra geral é que as bases competem entre si, produzindo formatos intermediários, embora o "A" tenha dominância sobre o "T".
"A síntese de nanopartículas codificada por DNA nos dá uma forma nova e simples para produzir nanopartículas com formatos e propriedades previsíveis," disse Yi Lu, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
"Essa descoberta terá impactos na bionanotecnologia e aplicações importantes em nossa vida diária, como na catálise, nos sensores, no imageamento e na medicina," completou o pesquisador.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Exame de sangue detecta câncer de mama e pulmão em menos de uma hora


Pesquisadores da Kansas State University, nos EUA, desenvolveram um exame de sangue simples capaz de detectar com precisão certos cânceres em estágios iniciais.
Em menos de uma hora, o teste pode detectar câncer de mama e pulmão antes do aparecimento de sintomas como tosse e perda de peso.
Professor Stefan Bossmann
"Vemos isso como o primeiro passo em uma nova área de investigação que pode levar a uma detecção precoce do câncer em humanos. Neste momento, as pessoas que mais poderiam se beneficiar são aqueles classificados como de risco para o câncer, como fumantes e aqueles com histórico familiar da doença", afirma o líder da pesquisa Deryl Troyer.
O teste desenvolvido por Troyer e Stefan Bossmann funciona através da detecção de atividades enzimáticas altas no corpo. Nanopartículas de ferro revestidas com aminoácidos e corante são introduzidas no sangue ou na urina de um paciente. Os aminoácidos e corantes interagem com enzimas na urina ou sangue do doente. Cada tipo de câncer produz um padrão de enzima específica, ou assinatura, que pode ser identificado pelos médicos.
Segundo os pesquisadores, estes padrões de enzima também podem ajudar a distinguir entre o câncer e uma infecção ou outras doenças que normalmente ocorrem no corpo humano.
Uma vez que o teste é administrado, os resultados globais, que incluem padrões de enzimas, são produzidos em cerca de 60 minutos.
Além de detecção precoce, os pesquisadores dizem que o teste pode ser ajustado para monitorar o câncer, por exemplo, para avaliar a eficácia de medicamentos. Da mesma forma, os médicos podem utilizar o corante no teste para determinar se um tumor foi removido totalmente com sucesso de um paciente após a cirurgia.
Os pesquisadores avaliaram a precisão do teste em 32 participantes em vários estágios de câncer de mama ou de pulmão. Os dados foram coletados de 20 pessoas com câncer de mama, na faixa etária de 36 a 81 anos de idade, e 12 pessoas com câncer de pulmão, na faixa etária de 27 a 63 anos.
Uma amostra de sangue de cada um dos participantes foi testada três vezes. A análise dos dados mostrou uma taxa de sucesso de 95% na detecção de câncer em participantes, incluindo aqueles com câncer de mama em estágios 0 e 1 e aqueles com câncer de pulmão em estágios 1 e 2.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brasil vai testar mosquito "vacinado" contra dengue



O projeto "Eliminar a dengue: Desafio Brasil" deve entrar em vigor no segundo semestre em 2014. O método foi desenvolvido e já testado na Austrália, mostrando-se muito eficiente. A pupolação de insetos transmissores da dengue foi completamente susbtituida pelos mosquitos "vacinados" e mesmo 18 meses depois as áreas continuam 100% livres da variante que transmite a doença.

O trabalho, no Brasil ainda em fase de testes, consiste em na inoculação laboratorial de uma variante da bactéria Wolbachia em embriões do mosquito. Essa bactéria é encontrada em 70% dos animais na naturza, incluindo os pernilongos "comuns". Uma vez no organismo do mosquito, essa bactéria impede o desenvolvimento do vírus da dengue.

Luciano Moreia, pesquisador da Fiocruz e chefe do projeto afirma que o método é extremamente seguro, pois a bactéria usada já faz parte do dia a dia. Sendo assim, não se trata de uma alteração genética ou introdução de um micro-organismo novo.

Uma vez introduzida na população de mosquitos, a Wolbachia se espalha com certa facilidade, embora a contaminação seja apenas vertical, ou seja, dos pais para a prole. Um benefício é que os mosquitos infectados tem mais sucesso na reprodução. Comparativamente com os "comuns", as fêmeas com Wolbachia produzem mais ovos, que vão originar mosquitos imunes à doença.

Antes de iniciar os testes com os mosquitos na natureza, os cientistas vão fazer pequenas adaptações no método desenvolvido da Austrália. "Os vírus que circulam nos dois países têm algumas diferenças. Isso precisa ser levado em consideração", explica Luciano Moreira.

Referências bilbiográficas: Folha de São Paulo

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Novo bioconservante

A indústria alimentícia faz mão do uso de conservantes para diminuir a possibilidade de contaminação dos alimentos por microrganismos. Porém, os conversantes mais utilizados podem alterar o sabor dos alimentos e ainda, a longo prazo, induzir a resistência de bactérias à substâncias do nosso organismo que inibem o crescimento desses microrganismos.
Pesquisadores da Universidade Positivo (situada em Curitiba-PR) descobriram, com auxílio da biotecnologia industrial, uma possível solução alternativa para esse problema. A alternativa é um bioconservante feito à partir da fermentação do melaço de soja por lactobacilos, bactérias essas que não causam mal à saúde do consumidor.
Os lactobacilos, na fermentação, produzem proteínas biologicamente ativas, denominadas bacteriocinas, que impedem a atuação de outras bactérias. Diferentemente dos outros conservantes, essas bacteriocinas não são capazes de induzir a resistência dos agentes infecciosos porque elas tem origem em um processo natural.
Karine de Queiroga Bucholdz, tecnóloga em alimentos que desenvolveu o bioconservante durante seu mestrado, explica que inicialmente esse produto foi elaborado com a intenção de uso na conservação de ração animal, mas que ele também pode ser utilizado em alimentos para consumo humano. A pesquisadora ressalta que bacteriocinas produzidas por lactobacilos já vem sendo utilizadas como conservantes de alimentos. A diferença é que normalmente é utilizado um caldo específico para a cultura dos lactobacilos que é aproximadamente 160 vezes mais caro que o melaço de soja.
Após dois anos de estudos, a pesquisadora selecionou quatro cepas de lactobacilos que se mostraram eficazes contra bactérias patogênicas e obteve um substrato que inibe a ação de patógenos como Clostridium perfringensEscherichia coli e Salmonella spp.
Bucholdz frisa que o bioconservante tem capacidade de substituir o uso de conservantes sintéticos, mas que sua utilização não dispensa as indústrias alimentícias do uso de boas práticas de fabricação. A pesquisadora acredita também que produto poderá ser utilizado para desinfecção de ambientes, porém ainda são necessárias pesquisas que venham a comprovar a eficácia dessa utilização.
Atualmente Bucholdz, juntamente com uma empresa de derivados de soja, trabalha no desenvolvimento de um processo de produção desse bioconservante em escala industrial e a patente do processo de produção dessa substância foi recentemente depositada no Instituto  Nacional da Propriedade Industrial.



Fonte: Ciência Hoje

domingo, 23 de setembro de 2012

Células na base do cérebro controlam a fome e acionam os mecanismos neurais da recompensa


Um grupo de apenas 5 mil neurônios localizados na base do cérebro, em uma região chamada hipotálamo, não controla somente a fome e a saciedade. Especializados na produção de dois dos comunicadores químicos cerebrais – o neuropeptídeo Y (NPY) e o peptídeo relacionado ao agouti  (AgRP) –, esses neurônios atuam também sobre os mecanismos cerebrais de recompensa, que coordenam as sensações de prazer. O duplo papel dessas células foi observado por um grupo de pesquisadores brasileiros e norte-americanos e descrito em junho na revista Nature Neuroscience. “Foi a primeira vez que se registrou a influência dessas células sobre outras funções do sistema nervoso central”, conta o médico Marcelo Dietrich, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e primeiro autor do artigo.
Dietrich suspeitava havia algum tempo de que os neurônios produtores de NPY e AgRP pudessem manter conexões com outras áreas cerebrais por causa dos efeitos colaterais provocados por medicamentos inibidores de apetite. Compostos como a sibutramina, retirada do mercado em vários países e vendida com retenção de receita no Brasil, reduzem a fome por induzir efeitos semelhantes ao da desativação desses neurônios.Mas também originam uma série de alterações no organismo, como a melhora do humor – a sibutramina foi desenvolvida para ser usada como antidepressivo – e o aumento do risco de problemas cardiovasculares. “Imaginávamos que os neurônios produtores de NPY e AgRP não estariam isolados ou associados apenas à fome”, conta Dietrich. “Pensamos que também pudessem desempenhar algum papel em funções cognitivas mais sofisticadas e decidimos ver se estavam envolvidos nos mecanismos de recompensa”, diz o pesquisador, que atualmente passa uma temporada no laboratório de Tamas Horvath na Universidade Yale, nos Estados Unidos.
A fim de testar possíveis conexões desses neurônios com os de outras regiões cerebrais, Dietrich realizou uma série de experimentos com roedores geneticamente alterados para apresentar menor atividade dos neurônios do apetite. “As células não eram eliminadas, mas funcionavam de maneira deficiente, minimizando assim a sensação de fome”, explica.

sábado, 22 de setembro de 2012

Biotecnologia brasileira pode trazer substituto da heparina animal

Uma substância encontrada em algas brasileiras poderá substituir a heparina animal -- principal composto anticoagulante usado em cirurgias -- em menos de dez anos.

A heparina é uma substância encontrada no intestino de animais, como porcos e bois, e muito utilizada pela medicina como anticoagulante e no combate da trombose. Sem ela, seria praticamente impossível realizar cirurgias. Dificílima de ser fabricada em laboratório, foi introduzida ao mercado na década de 1930 e atualmente só possui produção em escala, porque aproveita o abate de animais da indústria alimentícia.  No entanto, devido a dificuldade de produção e o risco de contaminação, a procura por um substituto da heparina animal tornou-se uma obsessão de alguns grupos científicos e da indústria farmacêutica. Como a heparina é um composto difícil de ser produzido em larga escala, os cientistas procuraram achar a resposta na natureza.

A alternativa mais promissora pode estar nas algas marinhas, organismos vegetais que existem em grande abundância nos oceanos. O engenheiro de pesca Wladimir Farias, da UFC, encontrou um composto em algas vermelhas (Botryocladia occidentalis) do Ceará que funciona como a heparina, mas sem os efeitos indesejáveis. 

Em laboratório, Wladimir conseguiu produzir a substância (mas também em pequenas quantidades) e percebeu que ela consegue descoagular o sangue e diminuir a trombose em ratos, mesmo em doses altas. Agora, Farias receberá o apoio de uma empresa brasileira da indústria farmacêutica para viabilizar o passo que falta para a substituição definitiva da heparina animal: a produção em larga escala.A grande dificuldade será reproduzir as condições de nascimento e desenvolvimento do vegetal em laboratório, e levar isso para o ambiente marinho, já que cada alga possui particularidades durante o desenvolvimento, como temperatura da água, profundidade, quantidade de luz e nutrientes e longevidade. 

Além disso, a molécula descoberta nas algas vermelhas possuem outras aplicações como no combate os efeitos do veneno de cobras.


Fonte: VEJA



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Perda e ganho de material genético desafiam o uso dessas células tronco em terapia



Em um artigo publicado este mês na revista Frontiers in Cellular Neuroscience, o neurocientista Stevens Rehen e sua equipe no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) chamam a atenção para um fenômeno que atinge com frequência as células-tronco e que deve exigir cautela no uso dessas células tanto em pesquisas como em potenciais terapias. Esse fenômeno é a aneuploidia: a perda ou o ganho de cromossomos, os filamentos espiralados de DNA que abrigam os genes.

Rehen, a biomédica Rafaela Sartore e a bióloga Sylvie Devalle analisaram cerca de 160 estudos publicados nos últimos anos e observaram que a variação no número de cromossomos atinge diferentes linhagens de células-tronco cultivadas nos laboratórios ao redor do mundo. “Embora também ocorra em organismos vivos e saudáveis, a aneuploidia observada nas células em cultura não enfrenta a pressão seletiva de mecanismos que as eliminem”, comenta Rehen, coordenador do Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias (LaNCE) da UFRJ.

“Precisamos identificar o grau de aneuploidia tolerável, com o qual o organismo consiga lidar sem que surjam efeitos nocivos”, conta Rafaela, uma das pesquisadoras do LaNCE.

Depois que Rehen identificou a aneuploidia no cérebro de roedores e humanos saudáveis, respectivamente em 2001 e em 2005, ela já foi observada em outros tecidos do corpo. Aparentemente é uma falha na divisão celular comum em órgãos que passam por fases aceleradas de desenvolvimento, como o cérebro – seja o dos roedores, seja o humano. Estudando o desenvolvimento neuronal durante um estágio na Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, Rehen observou que um terço das células do cérebro em formação tinha quantidade de DNA diferente da esperada. Também verificou que o organismo, à medida que amadurece, se encarrega de eliminar as células aneuploides, cujo índice que diminuía para cerca de 10% no cérebro adulto. Em estudo publicado em 2011, Rehen e Rafaela comprovaram que a aneuploidia surge durante a fase de especialização (diferenciação), em que as células-tronco progenitoras das células cerebrais se dividem para originar neurônios e células da glia.

“É preciso ficar alerta para esse fenômeno quando se pensam no desenvolvimento de tratamentos e na elaboração de modelos experimentais baseados células-tronco”, afirma Rehen. “Queremos descobrir, por exemplo, se as células-tronco obtidas pela reprogramação de células retiradas da pele de pessoas com esquizofrenia originariam neurônios com as mesmas formas de aneuploidia encontradas nos cérebros dessas pessoas”, conta Rafaela.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Gene recém-descoberto pode tornar tomates mais resistentes a pragas

Pesquisador da Universidade do Estado de Michigan, Anthony Schilmiller, descobriu um gene que pode tornar plantações de tomate mais resistentes a pragas. O pesquisador, também professor de bioquímica e biologia molecular, conseguiu identificar e descrever o primeiro gene que participa da constituição do açúcar acilado, substância essa que ajuda a proteger o fruto de insetos mastigadores.


O açúcar acilado está presente no tricoma (representado na imagem ao lado) do tomate, estrutura constituída por pelos microscópicos que envolvem o corpo do fruto e produz uma série de substâncias que o protegem de pragas. O açúcar acilado é bastante encontrado em tomates silvestres, não comestíveis, tornando-os mais resistentes a pestes.
Com a descoberta do gene, o pesquisador quer agora entender como esse componente é produzido, o que pode ser o primeiro passo para aumentar a sua presença em tomates domesticados. Séculos de técnicas de agricultura do fruto teriam feito com que a quantidade de açúcar acilado diminuísse em tomates cultiváveis. 
"Os tomates hoje cultivados não têm esse componente em quantidade e qualidade suficiente. Entender como os açúcares acilados são feitos é o primeiro passo para  torná-los mais resistentes a insetos mastigadores", diz Schilmiller. Outros integrantes da família solanaceae, como batatas, pimentas e berinjelas, também podem se beneficiar da descoberta.
Fonte: Veja Online.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Implante no cérebro melhora a inteligência de macacos

Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia desenvolveram um implante de cérebro em macacos que aguçou a capacidade de decisão e restaurou a capacidade mental. O estudo poderá, no futuro, ajudar pessoas com demência, derrames ou lesões cerebrais e é a primeira demonstração em primatas de uma prótese no órgão.


O equipamento dá aos pesquisadores um modelo sobre melhorar as habilidades mentais do córtex frontal do cérebro, que é responsável pelos atos de pensar e planejar. Apesar de promissor, o equipamento está distante de um possível desenvolvimento para fins comerciais. 

No estudo, os pesquisadores treinaram cinco macacos a brincar de um jogo de identificar as imagens. Os animais viam uma foto e tentavam reconhecê-la minutos depois entre diversas reunidas em um mesmo lugar. Eram recompensados com um alimento a cada resposta correta. Depois de dois anos de prática, passaram a ter uma média de 75% de acertos nos exames fáces e 40% nos difíceis.

Durante a pesquisa, foram implantados dois sensores nos macacos. Os dispositivos captaram a capacidade de decisão nos animais. Tudo que era pensado era registrado no computador. Durante o momento da escolha no jogo, o equipamento enviava um sinal ao cérebro dos animais, o que melhorava a performance em 10%.

Na última década, cientistas desenvolveram implantes de cérebro que melhoram a visão ou permitem às pessoas deficientes usar o pensamento para controlar próteses ou mover o cursor de um computador. Outros estudos mostraram que o método funciona para desenvolver a memória de roedores.

Fonte: O Globo.

domingo, 16 de setembro de 2012

Células-tronco recuperam movimento de ratos paraplégicos



Estudos publicados na revista Cell mostraram que tratamento com células-tronco pode recuperar movimentos de ratos paraplégicos. Na pesquisa foram utilizados ratos que sofreram, propositalmente, lesões na medula espinhal, que funciona como uma espécie de cabo de fibras, transmitindo impulsos do cérebro para o resto do corpo. Caso a medula seja lesionada, os impulsos não chegam ao seu destino, provocando a perda de movimentos. A aplicação de células-tronco fez com que os ratos voltassem a ter capacidade de movimentação nas pernas traseiras.
 
Células-tronco são aquelas que têm o potencial de se diferenciar em vários tipos de tecidos, como ósseo, sanguíneo, muscular e inclusive nervoso. Os cientistas, da Universidade da California e Universidade de Heidelberg, aplicaram células-tronco nos locais de grave lesão da medula em seis ratos e deixaram outros seis sem aplicações, sendo usados como grupo de controle. Neste caso, a maioria das células enxertadas nos ratos transformou-se em neurônios, nos quais surgiu um grande número de axônios, que são os prolongamentos que transmitem impulsos nervosos. Dessa maneira, foi possível restabelecer a ligação entre cérebro e membros, restaurando a movimentação das articulações e membros inferiores dos ratos. A pesquisa pode, futuramente, ajudar pessoas com lesões na medula a voltarem a andar.


Fonte: VEJA

sábado, 15 de setembro de 2012

Novos fragmentos de mamute podem aumentar chances de clonagem



Já cogitou a hipótese de ir algum dia a um zoológico para visitar uma das espécies que já foram extintas? Não? Então deveria, pois cientistas russos e sul-coreanos afirmam ter encontrado novos fragmentos de tecido de mamute lanoso no leste da Sibéria que podem conter células vivas, que possibilitam a clonagem.

Para aqueles que não sabem, mamute lanoso (Mammtuhus primigenius) é uma espécie adaptada ao frio da Sibéria. Esses animais tinham o corpo coberto por pelos castanhos longos que formavam uma cobertura espessa contra o clima gelado. São parentes próximos dos elefantes asiáticos e africanos.

Os cientistas agora vão analisar o material em busca das células vivas nos tecidos, que estavam em uma região de geleiras permanentes de Yakutia, a 100 metros de profundidade. A pesquisa pode demorar meses, pois depende de analises profundas realizadas em laboratório. "Somente após analises de laboratório vamos poder determinar se existem algumas células vivas ou não. Parece que algumas ainda têm o núcleo intacto", disse o professor Semyon Grigoryev, da Universidade do Nordeste, na Rússia.

Caso seja confirmada a hipótese de células vivas intactas nos fragmentos encontrados as chances de clonagem dessa espécie de mamute aumenta, já que os cientistas podem utiliza-las para completar o sequenciamento desejado e realizar
 seus objetivos. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Identificados genes que determinam formato do rosto


Em um estudo com mais de 10 mil pessoas, publicado esta semana na revista científica Plos Genetics, os cientistas usaram imagens feitas a partir de ressonância magnética para analisar as diferentes características do rosto de cada um.
Em seguida, eles verificaram quais genes essas pessoas com características físicas parecidas tinham em comum - em uma análise conhecida como "associação genômica ampla". A partir destas imagens e de retratos fotográficos, eles calcularam os comprimentos de cada rosto.
A equipe da Erasmus University Medical Center de Rotterdã, na Holanda, acredita que o formato e os traços do rosto humano são definidos pelo genes PRDM16, PAX3, TP63, C5orf50 e COL17A1.
Os autores do estudo acreditam que a descoberta pode ter repercussões importantes no trabalho de peritos forenses. A teoria é de que a polícia será capaz de reconstituir o formato do rosto de um suspeito a partir do DNA encontrado na cena de um crime.
No entanto, eles admitem que esse tipo de tecnologia ainda está longe de ser desenvolvida.
"Estes primeiros resultados são animadores e marcam o começo de uma compreensão genética da morfologia facial humana", disse Manfred Kayser, que liderou o estudo na instituição holandesa.
"Talvez em algum tempo seja possível desenhar um retrato 'fantasma' de uma pessoa baseado unicamente no DNA deixado para trás, o que pode ter aplicações interessantes em campos como a perícia forense."

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pesquisa sobre células-tronco no tratamento de surdez

Pesquisadores Britânicos anunciaram na última quarta-feira (12) terem alcançado um grande avanço no tratamento da surdez por meio do uso de células-tronco. Um estudo publicado na revista Nature indica sucesso à recuperação parcial da audição de roedores, ao reconstruir os nervos do ouvido que transmitem os sons para o cérebro.

Os cientistas avaliam que o mesmo resultado em humanos permitiria que alguém incapaz de ouvir o barulho de um congestionamento consiga escutar uma conversa normal. No entanto, os pesquisadores admitem que aplicar o tratamento em seres humanos ainda é um projeto distante.
O grupo de cientistas utilizou células-tronco de um embrião humano, que são capazes de se desenvolver em outros tipos de células do corpo humano - de nervos à pele, passando por músculos e rins, entre outros. 
Uma mistura química foi acrescentada às células-tronco para convertê-las em células parecidas com os neurônios do gânglio espiral - células nervosas responsáveis pela captação de ondas sonoras. Em seguida, elas foram cuidadosamente injetadas no ouvido interno de 18 roedores surdos.
Após dez semanas, a audição dos roedores melhorou. Em cerca de 45% dos animais testados, a capacidade de audição foi restaurada ao final do estudo.
Cerca de um terço dos roedores respondeu muito bem ao tratamento e alguns recuperaram 90% da audição - apenas menos de um terço não apresentou reação.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vacina em teste apresenta eficácia parcial contra a dengue


Pela primeira vez, uma vacina mostrou-se parcialmente eficaz contra o vírus da dengue. Segundo um estudo publicado na edição desta terça-feira da revista médica The Lancet, uma "vacina candidata" desenvolvida pela companhia farmacêutica francesa Sanofi Pasteur demonstrou a maior eficácia entre as testadas até o momento, com 30,2%  de sucesso em um teste de fase 2, realizado com 4 mil crianças da Tailândia. 

O desenvolvimento de uma vacina contra a doença, também chamada de "gripe tropical", é considerado complexo porque não existe um, e sim quatro subtipos de vírus de dengue que circulam paralelamente.  A pesquisa tem demonstrado que a vacina candidata, denominada "CYD-TDV", tem eficácia entre 60% e 90% para os sorotipos DEN-1, DEN-3 e DEN-4. Apenas o vírus do sorotipo DEN-2 "resiste aos efeitos da vacina", mas mesmo assim para este sorotipo a vacina também deflagrou uma resposta imunológica, o que impulsiona os pesquisadores a continuar investigando e melhorando a vacina proposta.

O objetivo do grupo é testar a mesma "vacina candidata" em "diferentes contextos epidemiológicos" com a esperança de evidenciar um "benefício significativo", com o intuito que os números de casos diminua, assim como também diminuir a gravidade dos casos. Uma vez que o objetivo estabelecido pela OMS é reduzir à metade a mortalidade por dengue até 2020.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Novo medicamento contra a malária


Em 2010, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) registrou 216 milhões de casos de malária no mundo. A doença causa, febre, mal-estar, fortes calafrios, anemia e outros sintomas secundários, além disso a doença pode causar a morte.Em 2011, cerca de 1 milhão de pessoas morreram de malária no mundo. Na África a situação é drástica e segundo autoridades de saúde estima-se que uma criança morra a cada quarenta e cinco segundos por causa da malária.
Plasmodium - causador da malária

Com essa visão cientistas da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, desenvolveram um novo medicamento para malária, sem nome comercial o mesmo é denominado MB 390048. O remédio promete combater os 5 tipos conhecidos da doença em uma única dose.
Os testes realizados em animais demonstraram o desaparecimento do causador, o protozoário plasmodium, além de impedir a propagação da doença via mosquito Anopheles após picar alguém contaminado. Segundo os pesquisadores, em duas ou três décadas pode ser possível erradicar a malária no mundo.
Saiba mais: Agência Brasil



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pesquisa tenta desvendar 'efeito placebo'


Cientistas pesquisaram em hamsters mecanismos do efeito placebo
Novas evidências obtidas através de um simulador virtual revelam como funciona o "efeito placebo" no corpo humano - quando, em determinadas circunstâncias, um medicamento falso pode curar uma doença como se fosse um remédio verdadeiro.O estudo, conduzido pelo biólogo Peter Trimmer, da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, indicou que a reação se deve a uma espécie de "interruptor" presente no sistema imunológico humano e fruto da evolução, que é controlado pela mente. A pesquisa começou quando Trimmer e sua equipe observaram que outros animais também apresentavam uma resposta similar à do efeito placebo.Para verificar tal processo, o biólogo fez um experimento com o hamster siberiano, um roedor que possui uma resposta imunólogica a infecções maior no verão e menor no inverno.Durante as pesquisas, Trimmer percebeu que os corpos dos roedores não combatiam as infecções tão bem quando as luzes de suas gaiolas simulavam o inverno.Segundo Trimmer, o sistema imunológico exige muitos esforços do corpo para ser combatido. Quando o esforço é grande demais, em casos de infecções letais, homens e animais podem perder grande parte de suas reservas combatendo a doença, o que pode colocar em risco as suas vidas.Mas quando a infecção não é letal, a melhor forma de lidar com o problema é esperar por um sinal de que não é necessário lutar contra a doença. Esse sinal pode ser um placebo - iluminação artificial, no caso dos hamsters, ou um remédio falso, no caso dos humanos.O modelo revelou que, em ambientes hostis, os animais viviam mais e se reproduziam melhor caso suportassem as infecções sem induzir uma resposta imunológica.Por outro lado, em ambientes mais favoráveis, foi mais fácil estimular uma resposta imunológica e a recuperação de um estado estável.Os estudos apontam claramente uma vantagem evolutiva para iniciar e parar o sistema imunológico, dependendo das condições do ambiente.Trimmer explicou que, no caso dos seres humanos, também há momentos bons e ruins para ativar o sistema imunológico."Se a pessoa quebra o pé, normalmente coloca todo o esforço no sistema imunológico para se curar rapidamente. No entanto, se está sendo perseguida por um predador – um leão, por exemplo – é melhor não concentrar seus esforços na cura e, sim, na fuga", explicou."Hoje, quando os médicos oferecem um remédio, não estão preocupados só em curar a doença, mas com o ambiente em que a pessoa está inserida", acrescentou.Esse não é, entretanto, o único mecanismo que explica o efeito placebo. A reação pode ocorrer também quando a pessoa está convencida de que tomar certo medicamento garantirá a sua cura.
Fonte: BBC Brasil

domingo, 9 de setembro de 2012

Manipulando sonhos


Daniel Bendor e Matthew A. Wilson, pesquisadores do MIT ( Instituto de tecnologia de Massachusetts, conseguiram influenciar a maneira que é fixada a memória no cérebro.
Quando as memórias são fixadas no cérebro, o hipocampo realiza um “replay” das mesmas, os cientistas consideraram essa informação e durante esse “replay” influenciaram no sono dos animais de teste.

Durante os testes os ratos eram colocados em um labirinto e quando começavam a percorrê-lo eram emitidos sons que ajudavam a encontrar o alimento, quando eles deveriam ir para a esquerda era emitido um som diferente de quando o caminho correto seria o direito, e durante todo percurso era monitorado a atividade neural dos mesmos.

Quando os ratos dormiam o monitoramento continuava, e quando os cientistas, por meio de análises, observavam que a memória estava sendo fixada pelo hipocampo, tocaram novamente os sons que davam dicas de como prosseguir no labirinto, os pesquisadores notaram diferenças nas atividades neurais dos animais. "Isso abre a possibilidade de um controle do processamento da memória durante o sono para melhorar memórias selecionadas e bloquear ou modificar memórias indesejadas", disseram os cientistas.  

sábado, 8 de setembro de 2012

Vespas podem substituir agrotóxicos no combate às pragas nas lavouras


Uma vespa pode mudar o panorama das lavouras. Apontada pela revista Fast Company como uma das 50 empresas mais inovadoras do mundo, a Bug Agentes Biológicos, de Piracicaba, em São Paulo, oferece uma alternativa sustentável para o combate às pragas. Com a técnica, uma cartela pequena de papelão contendo ovinhos de vespas pode proteger 1 hectare de uma plantação.
Mas essa não é a única solução para o problema: no Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza diversos estudos para a substituição dos agrotóxicos - envolvendo até a utilização de feromônios sexuais de percevejos marrons como forma de atração de inimigos naturais.
A ideia não é nova. "O Brasil tem o maior programa de controle biológico do mundo", afirma o agrônomo Diogo Rodrigues Carvalho, sócio-diretor da Bug. A inovação da empresa foi transformar um conceito consagrado em pesquisas em um produto comercial. "A microvespa que utilizamos é do gênero Trichogramma, o parasitóide mais estudado no mundo", explica.
Além do Brasil, a Europa também tem tradição nesse tipo de controle de pragas. De acordo com Carvalho, a diferença é que lá as áreas são pequenas, e os cultivos, em estufa. O inverno rigoroso ajuda a quebrar o ciclo de pragas. "No Brasil, nós temos pragas o ano todo, e as áreas são extensas", esclarece.
Conforme Carvalho, as vespas atacam as principais pragas das grandes culturas, como a cana-de-açúcar e a soja.
As microvespas depositam seus ovos dentros dos ovos da praga, alimentando-se do seu conteúdo interno e impedindo o nascimento da lagarta, responsável pelos principais danos na cultura.
Para chegar a esse resultado, a Bug realiza a coleta das vespas, a maioria delas do gênero Trichogramma sp, em diversas culturas.
Os produtores recebem a cartela pronta para a liberação das vespas na sua forma de pupa ou crisálida, antes do nascimento do adulto.
Este processo é fundamental sob o ponto de vista do controle biológico já que o parasitismo bem sucedido culmina com a morte do hospedeiro e consequentemente tem impacto nos níveis populacionais do inseto alvo do controle".
O bolso do agricultor também sente o peso da mudança. O custo de implantação da técnica varia conforme a praga e a cultura, mas é geralmente menor. "Na maioria das vezes, ele fica de 30 a 40% mais barato do que o químico", esclarece Carvalho.
Entre as pesquisas realizadas, Laumann destaca: Identificação de feromônios de insetos, interações químicas entre insetos e plantas e entre insetos herbivórios e seus inimigos naturais (insetos predadores ou parasitóides).
"Essas pesquisas têm resultado na descrição dos feromônios da maior parte dos percevejos, que são pragas de soja e outros grãos (feijão, milho, girassol, arroz) de grande importância para a agricultura brasileira", justifica Laumann.
Além do monitoramento das pragas, por meio de armadilhas, o uso de feromônios e outros semioquímicos em campo pode ser usado ainda para manipular o comportamento de seus inimigos naturais.




sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Longe de ser “lixo”


Recente pesquisa publicada pela revista Nature, através do mega-consórcio de cientistas intitulado "Encode",  mostra um novo olhar sobre o conjunto constituinte do DNA humano.
Quando a sequência do DNA humano foi anunciada a cerca de 12 anos atrás, os pesquisadores acreditavam que cerca de 95% de sua constituição representava “DNA-lixo”, o qual não desempenhava uma função primordial para o organismo além da proteção das sequencias “fundamentais” do DNA.
Hoje, contudo, os cientistas acreditam que ao menos 80% dos 3 bilhões de "letras" químicas  constituintes da sequência genética têm alguma função. Embora não estejam diretamente ligadas à produção de proteínas, quase todas as áreas do genoma desempenham uma função eeguladora ou servem de "molde" para a produção de vários tipos de RNA. Atuam “ligando” ou “desligando” um gene e também podem fazer com que o mesmo gene produza várias proteínas diferentes, por exemplo. Além disso podem atuar um sobre o outro, potencializando ou diminuindo sua ação.
Tal descoberta é importante uma vez que reacende questões como: “Existem sequências de DNA que nos fazem 'humanos'?”; “Quais as alterações genéticas que diferenciam cada um de nós?". E também da novas esperanças para o estudo da patogênese de inúmeras doenças e a relação do genoma com a sua ocorrência.